Sunday, May 24, 2015

Questionario feito com Docente!



Entrevistado:            R1:(identidade preservada)              R2(identidade preservada)
Idade:                         R1:39 anos                                       R2: 34 anos
Formação:                  R1:Pedagoga                                    R2: Pedagoga

1)Como foi sua reação ao saber que teria um aluno especial?
R1:Senti receio pois a criança tinha Síndrome de Asperger, mas ao mesmo tempo me senti desafiada.
R2: A primeira reação de receio, pois a criança tinha Síndrome de Down.

2)Como conseguiu desenvolver essa tarefa?
R1:Sempre buscando diferentes estratégias para solucionar os problemas que apareciam, estabelecendo parceria com a família e com a psicóloga da escola.
R2: Foi realizada mas não como eu desejava.

3)Quais o métodos que utilizou para ajudar a criança na aprendizagem?
 R1:Não há um método específico, mas sim uma reflexão constante, ajuda também informar-se sobre as características do quadro da criança (sintomas e comorbidades)
R2: Por ser uma criança com muitas limitações e atraso cognitivo, o trabalho se limitou em cuidar.

4)Qual foi a maior dificuldade?
R1:A dificuldade foi quando a família se tornou resistente para aceitar as questões que a escola apontava.
R2: A dificuldade foi em conciliar a atenção que ela exigia e a necessidade da turma.

5)Como docente, qual a sensação de ter um aluno especial e saber que você esta ajudando-o a se desenvolver cada dia melhor?
R1:Sinto-me gratificada, sinto que fiz alguma diferença no mundo.
R2: Minha sensação era de que eu não estava o ajudando o suficiente, pois tinha muitas necessidades a serem supridas e precisaria de dar mais atenção a ele. Infelizmente não podia dar esta atenção pois tinha mais 23 alunos para ensinar.

6)Quais atividades proporcionava?
R1:Atividades ao ar livre, brincadeiras e atividades adaptadas.
R2: Todas atividades da turma que a aluno estava. Não eram diferenciadas, apenas a exigência para o aluno especial era bem menor. Ele fazia as que conseguia, como conseguia, quando conseguia

7)Como era o convívio com outras crianças?
R1:Acho que proporciona um grande crescimento para o grupo, mas há conflitos que o professor deve mediar, mas todos saem ganhando com a diversidade na sala de aula, aprendem sobre respeito, tolerância e se tornam seres humanos melhores.
R2: No início muito difícil. O aluno especial era muito agressivo. Com o tempo foi melhorando e convivendo melhor. As crianças da turma o respeitavam, entretanto poucas brincavam com ele e no lanche, ninguém queria sentar ao seu lado, devido à dificuldade para se alimentar sozinho (a criança sempre se lambuzava, derramava o lanche, mastigava de boca aberta, etc.)
8)Como era a resposta dada desse aluno a suas atividades e expectativas?
R1:Algumas vezes boa, porém em outras era agressivo, característica da síndrome.
R2: Suas respostas eram lentas e muito aquém da turma, porém dentro do que eu esperava, pois sabia suas dificuldades.

9)Como era a sala e o número de alunos?
R1:Tamanho adequado e com 21 alunos.
R2: Sala de alunos entre 4 e 5 anos, num total de 24 alunos.

10)A escola era projetada considerando a inclusão de alunos com deficiências físicas e mentais?
R1:Sim.
R2: No caso de rampas de acessibilidade e elevadores sim, nos outros aspectos, principalmente os pedagógicos e de assessoramento ao aluno , não.

11)Como era o espaço físico em relação a solos e rampas?
R1:Adequado de acordo com as normas previstas pela diretoria de ensino.
R2: Haviam rampas, elevadores e corrimãos.

12)Há recursos e tecnologias assistivas para trabalhar com esses alunos?
R1:Não.
R2: Não.

13)Há cursos, ou orientação de formação continuada periódica para capacitação dos docentes?
R1:Sim, fiz alguns cursos na Escola da Vila em São Paulo.
R2: Não.

14)Há reunião periódica de discussão de casos e estratégias para inclusão dos alunos com deficiência?
R1:Sim, semanalmente.
R2: Não.

15)Os horários de intervalos são diferenciados entre Educação Infantil e Ensino Médio?
R1:Sim.
R2: Sim.

16)No intervalo tem brincadeiras dirigidas para alunos especiais com acompanhamento de monitores?
R1:As professores acompanhavam o intervalo e faziam as intervenções necessárias, mas não eram atividades dirigidas
R2: Não.

17) Qual foi a reação dos alunos em sala de aula com essa criança com deficiência física ou mental?
R1:De estranhamento, repulsa até chegar à aceitação.
R2: No início estranhavam o comportamento do aluno.



18) Teve alguma alteração nos procedimento didático, como adaptação de material, aquisição de material especializado, precisou de sala de apoio o aluno?
R1:Sim fazíamos a adaptação de atividades na área de Matemática, em um período em que o aluno esteve mais agressivo contei com uma professora assistente.
R2: Não adaptei material. Não deixava o aluno manipular tesouras, por ele não conseguir e ser um risco para si e os demais.

19) Teve alguma alteração em relação ao conteúdo aos demais alunos
R1:Não, seguimos o planejamento adequadamente.
R2: Segui o conteúdo para a turma, o aluno não conseguia acompanhar a turma, mas se superou muito. No início não conseguia fazer atividades de papel. A amassava e rasgava, só rabiscava e rabiscava mesa e parede. No final do ano, conseguia se limitar ao papel, fazia círculos, tentava colorir dentro dos limites do desenho e não rasgava suas atividades nem dos colegas. Aprendeu reconhecer algumas letras.

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